segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O MUNICÍPIO DE CANAPI MOSTRA SERIEDADE FRENTE AOS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Professor Wecy de Santa Cruz e seus alunos

Qualquer trabalho na educação escolar é sinônimo de desafio. Entretanto, o desafio parece aumentar quando tratamos da EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Antes de entrar em qualquer discussão acerca dessa modalidade de ensino, é necessário ter o entendimento do conteúdo humano, da boniteza que envolve uma concepção educacional que leva o conhecimento àquelas pessoas que por motivos diversos não tiveram acesso à escola ou não concluíram seu ciclo básico de estudos. Para alguns é a primeira chance, para outros uma segunda, uma terceira, não importa, o que vale de fato, é oferecer a oportunidade para quem busca estudar.

Alunos colocando a mão na massa literalmente
Voltando a questão do “desafio”, qualquer professor que trabalha ou trabalhou com a EJA, sabe o quanto é difícil manter a assiduidade dos seus alunos. Os expressivos índices de evasão do público desta modalidade, a nível de país, dão esse testemunho.  Um olhar mais desatento pode simplesmente ver esse problema como falta de interesse dos alunos, não obstante, uma análise mais cuidadosa logo percebe que o aluno da EJA apresenta algumas características e/ou motivações bem distintas, daquelas que mantém o aluno do ensino “normal” em sala de aula.  São perspectivas quase sempre bem diferentes.

O professor da EJA precisa entender o que motiva o seu aluno a vir para a sala de aula estudar. Feito isso, necessita buscar meios e modos que potencializem e ampliem essa motivação. Sem esse diagnóstico seguido da efetividade das ações concretas, possivelmente sua turma estará fadada ao fracasso.
Secretário Luiz Vieira e coordenadores
pedagógicos em reunião com professores da EJA
Recentemente, em reunião com coordenadores e professores da EJA, tivemos a feliz oportunidade de ouvir professores relatando o quanto tem sido gratificante trabalhar em turmas onde os alunos além de não perder suas aulas, temem uma possível descontinuidade dos seus estudos.
Salas de aula da EJA em nosso município
O professor que se propõe a trabalhar com a Educação de Jovens e Adultos, precisa, antes de tudo e sobretudo, desenvolver a sensibilidade capaz de engendrar um ambiente de confiança, amizade, respeito, cumplicidade, aspirações coletivas e persistência. Não raro vemos hoje em nosso município indícios de que muitos profissionais da educação envolvidos com a EJA, de forma honesta e espontânea entendem muito bem essa questão. O melhor de tudo, estão colocando em prática essa proposta pedagógica dinâmica e acolhedora.   

A Escola Ananete Cavalcante Gomes dando um simbólico presente
ao aluno com maior percentual de presença às aulas

Fazemos coro as palavras do compositor cearense Costa Cena:

“Escola é pra ser criança
Escola é pra adolescer
Escola é pra renovar a esperança
Do adulto que ainda quer ler
E escrever o mundo “.


Nenhum comentário:

Postar um comentário